top of page

Sopro do tempo

Apresentada no Largo do Chafariz, na Rua de O Século, em Lisboa, em frente à casa onde nasceu Marquês de Pombal, O Sopro do Tempo investiga a relação entre espaço histórico e experiência contemporânea do tempo. A instalação ativa o espaço urbano como campo perceptivo, no qual passado e presente se articulam por meio do movimento, da luz e da ação do vento.

Composta por planos de voil azul suspensos, a obra situa-se na intersecção entre arquitetura, paisagem e corpo. O tecido, em constante transformação, atua como mediação entre o visível e o intangível, evocando céu, água e memória, e introduzindo uma temporalidade sensível em contraste com a permanência do monumento.

Integrando a pesquisa de Ana Coutinho sobre a expansão da pintura para o espaço, O Sopro do Tempo propõe a abstração como experiência relacional. Ao reconfigurar a praça como lugar de convivência entre história e prática contemporânea, a artista apresenta o monumento como estrutura viva, evidenciando a arte como campo de escuta e presença.

bottom of page