Vasos condutores do tempo
Vasos Condutores do Tempo marca um ponto de inflexão na prática de Ana Coutinho, orientando sua pesquisa para uma pintura de grande escala e sensível ao contexto espacial. Desenvolvido no interior do galpão Portinho, no Rio de Janeiro, o projeto respondeu diretamente ao calor, à incidência de luz solar, à circulação de ar e à abertura arquitetônica do local. As pinturas funcionaram como superfícies condutoras, absorvendo luz, temperatura e presença humana. Os reflexos gerados pelas obras ativaram a pele dos visitantes, dissolvendo as fronteiras entre obra, espaço e corpo. Em vez de tratar o espaço como pano de fundo, a instalação emergiu da convivência com ele, estabelecendo a pintura como uma condição ambiental moldada pelo tempo, pelo clima e pelo movimento.




